Dia 28, Brasil pode parar contra terceirização e reformas

19/abr/2017

Por Antonio Carlos Carvalho

O dia 28 de abril de 2017 pode ser decisivo na história da resistência popular brasileira. Em 24 estados já existem  mobilizações organizadas para o dia da greve geral. Esse processo pode ser considerado um marco na história recente do movimento sindical brasileiro, pois une centrais sindicais como CUT, CTB, Intersindical, Força Sindical, UGT e CSP Conlutas.

Diversos sindicatos já realizaram suas assembleias em seus estados e já há notícias de paralisações agendadas dos trabalhadores na educação, transportes, metalúrgicos, construção civil, servidores públicos, servidores da saúde, bancários, correios, rodoviários, petroleiros, vigilantes e metroviários.

Em alguns estados, foram constituídos fóruns permanentes de organização da resistência às reformas trabalhista e previdenciária. A Frente Brasil Popular e a Frente Povo Sem Medo também estão ativamente organizadas nesse processo de resistência, que promete ser um dos maiores da história recente do Brasil.

O presidente nacional da CUT, Vagner Freitas, afirma: “há um ano a classe trabalhadora e os brasileiros mais carentes são ameaçados com medidas que propõem a retirada de direitos. Estou falando de direitos básicos como saúde, educação e previdência social. Agora, corremos o risco de perder todos os direitos trabalhistas e retroceder mais de 50 anos em termos de condições de trabalho e renda. A única saída é protestar, lutar por nossa dignidade, por direito a férias, décimo terceiro, carteira assinada e aposentadoria, denunciando em todas as ruas, sindicatos, locais de trabalho o desmonte que o ilegítimo e golpista Temer quer fazer e quem são os deputados traidores da classe trabalhadora. E, como os deputados não estão ouvindo a voz das ruas, vamos mexer no bolso dos empresários com uma greve geral. É isso mesmo: no dia 28 de abril vamos parar o Brasil”.

Enquanto isso, a pesquisa Vox Populi encomendada pela CUT aponta que a aprovação do governo golpista de Michel Temer chegou a míseros 5%, menor que os 13% que Temer, ainda como vice-presidente, afirmou deixarem o país ingovernável. Nas séries históricas dos principais institutos de pesquisa do Brasil, nunca houve uma aprovação tão baixa como a do ilegítimo.

 


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